sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Arthur Holmes - primeiro cientista a propor as correntes de convecção como motor da deriva continental


Sir Arthur Holmes (Gateshead, Inglaterra, 14 de janeiro de 1890 — Londres, 20 de setembro de 1965) foi um geólogo britânico.

Realizou a primeira datação radioativa utilizando o urânio-chumbo para determinar a idade das rochas.

Foi professor de geologia na Universidade de Durham e ensinou de 1943 a 1956 na Universidade de Edimburgo.

Foi laureado com a Medalha Wollaston em 1956 pela Sociedade Geológica de Londres e com a Medalha Penrose pela Sociedade Geológica da América também em 1956.

Em sua homenagem foi criada a Medalha Arthur Holmes pela European Geosciences Union. Uma cratera de impacto em Marte e um laboratório de geologia no departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham receberam também o seu nome.

Foi o primeiro cientista a propor as correntes de convecção como as forças responsáveis pelomovimento lateral dos continentes.

Ciclo de Wilson

Funcionamento das correntes de convecção

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Teorias Pré-Wegenerianas

Teoria Catastrófica

Muito antes de Wegener, já em 1596, o cartógrafo alemão Abraham Ortelius salientou a complementaridade no contorno das Américas, da Europa e da África e concluiu, no seu trabalho Thesaurus Geographicus, que estes continentes, no passado, estiveram juntos e separaram-se devido a grandes catástrofes naturais, como terramotos e inundações. Na época, e até ao século XIX, os relevos terrestres eram interpretados à luz dos textos sagrados e justificados pela ocorrência de grandes catástrofes naturais. Esta corrente de pensamento ficou conhecida como Catastrofismo.


Complementarmente, uma outra corrente de pensamento defendia que a distribuição dos oceanos e dos continentes se manteve constante ao longo dos tempos geológicos.

Teoria Permenentista

Assim, esta corrente - o Permanentismo - não admitia a mobilidade dos continentes. Mais tarde, Francis Bacon, no seu trabalho Novum Organum, publicado em 1620, comentou que a complementaridade entre os continentes era demasiado evidente para representar uma simples coincidência, sugerindo um ajustamento da costa oriental da América do Sul com a costa ocidental de África.

Em 1666, François Placet defende que, antes do Dilúvio referido na Bíblia, as terras deveriam estar unidas.


Teoria Contraccionista

Em 1858, Snider-Pellegrini evidencia a semelhança existente entre a flora fóssil de uma camada de carvão que aflora quer nos Estados Unidos quer na Europa. Snider-Pellegrini avançou então com a hipótese de que os continentes, hoje separados pelo Oceano Atlântico, no passado tinham estado em contacto e, posteriormente, tinham-se separado. O Oceano Atlântico ter-se-ia formado a partir da depressão de parte de um continente - a Atlântida – e da abertura de um enorme vale, na sequência do Dilúvio. Para explicar estes movimentos, Snider-Pellegrini baseava-se na Teoria Contraccionista, unanimemente aceite pela comunidade científica da época, segundo a qual a Terra, inicialmente quente e incandescente, entrou num processo gradual de arrefecimento e de contracção.
Este processo de contracção motivaria não só o afastamento dos blocos continentais como a formação dos oceanos e das montanhas.

Em 1880, Eduard Suess, contraccionista e catastrofista convicto, defendeu a ideia de que a África, a América do Sul, a Austrália e a Índia fizeram parte de um mesmo continente, o qual denominou Gondwana.