terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fontes de calor interno da Terra

Desde a sua formação até aos dias de hoje, a Terra continua a dissipar calor!!!
De onde vem todo este calor, admitindo que a Terra tem cerca de 4600 milhões de anos?
Que combustível dura 4600 milhões de anos?
As fontes de calor interno da Terra actualmente admitidas são 3:

  • Calor proveniente da acreção de planetisimais
o bombardeamento de corpos celestes que ocorreram no início da formação do nosso planeta produziram calor que se aprisionou no interior da Terra.
  • Calor proveniente da contracção gravitacional
 A contracção que a Terra sofreu nos primórdios da sua formação contribuiu para a produção de calor que também se aprisionou no interior do nosso planeta.
  • Decaimento radioactivo (principal fonte de energia interna da Terra)
Com a descoberta da radioactividade em 1896 por Henri Becquerel, as investigações começaram e descobriu-se que há determinados elementos químicos que se encontram instáveis e que têm tendência a se "estabelizarem" ao longo dos tempos.
Assim, os elementos radioactivos instáveis, ao se transformarem em elementos estáveis, libertam particulas sob a forma de calor. 
Como este decaimento continua ainda hoje em dia, há uma constante produção de calor que faz mover os continentes, origina sismos e "aquece" os vulcões.

    domingo, 14 de novembro de 2010

    Limites tectónicos

    1. Limites Divergentes
    • Material fundido do manto sobe e preenche espaço criado pelo afastamento das placas - forma nova litosfera que é adicionada às placas em deriva.
     

    a. Entre placas oceânicas
    a.1 Marcado por Cadeias Médio-oceânicas;
    a.2 Vulcanismo basáltico;
    a.3 Terremotos de foco raso;
    a.4 Falhas normais devido a forças tensionais de separação das placas.
    Obs.: Islândia - constitui segmento exposto (subaéreo) da Cadeia Médio-Atlântica.

    b. No Continente
    b.1 Estágios iniciais da separação de placas podem ocorrer no continente (tendem a abrir-se para entrada de oceanos)
    b.2 Rift valleys - vales em Rift alongados, com lados escalonados por falhas normais
    b.3 Atividade vulcânica basáltica associada
    b.4 Terremotos rasos
    Ex.: Grande Vale do leste Africano (entre Placa Africana e Somaliana); Mar Vermelho; Vale do Reno (na Europa); Golfo da Califórnia

    2. Limites Convergentes
    a.1 Colisão e subducção (placa empurrada manto adentro sob outra placa) produzem fossas oceânicas e destruição de placa;
    a.2 Cadeia montanhosa adjacente dobrada e falhada;
    a.3 Terremotos de focos rasos e profundos;
    a.4 Magma resulta da fusão da litosfera descendente, rica em água e sedimentos, e de material do manto;
    a.5 Colisão gera grandes forças Þ
    falhamentos que implicam em terremotos de focos rasos e profundos.



    1. Colisão placa oceânica x continente: Cinturão Magmático que forma montanhas no continente
    2. Colisão entre 2 placas oceânicas: Cadeias de ilhas vulcânicas (Arcos de Ilhas Oceânicas)
    3. Colisão entre 2 placas continentais: Grande espessamento da crosta, com grandes dobramentos e falhamentos.


    3. Limites Transformantes
    a.1 Placas deslizam lado a lado (não há criação nem destruição de placas)
    a.2 Terremotos de focos rasos associados a falhas de rejeito horizontal
    Ex.: Falhas cortando C.M.O.; Falha de Santo André, na Califórnia, entre placas Pacífica e Norte Americana

    sábado, 13 de novembro de 2010

    Tectónica de placas


    É relativamente recente o conceito sobre as Placas Tectónicas, e que revolucionou a Ciência do século XX. Este conceito propõe que todos os terramotos, as actividades vulcânicas, e processos de formação (origem/construção) de montanha são causados pelo movimento de blocos rígido chamado placas que compõem a crosta da superfície da Terra, ou litosfera. Teoria originada a partir da deriva continental e da expansão dos fundos oceânicos.

    Existem várias placas tectónicas de diferentes tamanhos, porém as mais importantes são:

    a) Placa Africana: Abrange todo o continente africano e através de sua colisão com a placa Euroasiática surgiu o Mar Mediterrâneo e o Vale do Rift;

    b) Placa da Antártida: Abrange toda a Antártida e a região austral dos oceanos;

    c) Placa Euroasiática: Abrange o continente europeu e asiático, exceto a Índia, Arábia e parte da Sibéria. Inclui a parte oriental do Oceano Atlântico norte;

    d) Placa Norte-Americana: Abrange a América do Norte, parte ocidental do Oceano Atlântico norte, uma parte do Oceano Glacial Ártico e parte da Sibéria;

    e) Placa Sul-Americana: Abrange a América do Sul e o leste da Crista Oceânica do Atlântico;

    f) Placa do Pacífico: Abrange a maior parte do Oceano Pacífico e através de sua colisão com a Placa da Antártida surgiu a Placa Pacífico-Antártica;

    g) Placa Indo-Australiana: Abrange a Placa Australiana e a Placa Indiana. Também abrange grande parte do Oceano Índico e parte do Himalaia.

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    Arthur Holmes - primeiro cientista a propor as correntes de convecção como motor da deriva continental


    Sir Arthur Holmes (Gateshead, Inglaterra, 14 de janeiro de 1890 — Londres, 20 de setembro de 1965) foi um geólogo britânico.

    Realizou a primeira datação radioativa utilizando o urânio-chumbo para determinar a idade das rochas.

    Foi professor de geologia na Universidade de Durham e ensinou de 1943 a 1956 na Universidade de Edimburgo.

    Foi laureado com a Medalha Wollaston em 1956 pela Sociedade Geológica de Londres e com a Medalha Penrose pela Sociedade Geológica da América também em 1956.

    Em sua homenagem foi criada a Medalha Arthur Holmes pela European Geosciences Union. Uma cratera de impacto em Marte e um laboratório de geologia no departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham receberam também o seu nome.

    Foi o primeiro cientista a propor as correntes de convecção como as forças responsáveis pelomovimento lateral dos continentes.

    Ciclo de Wilson

    Funcionamento das correntes de convecção

    quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    segunda-feira, 11 de outubro de 2010

    Teorias Pré-Wegenerianas

    Teoria Catastrófica

    Muito antes de Wegener, já em 1596, o cartógrafo alemão Abraham Ortelius salientou a complementaridade no contorno das Américas, da Europa e da África e concluiu, no seu trabalho Thesaurus Geographicus, que estes continentes, no passado, estiveram juntos e separaram-se devido a grandes catástrofes naturais, como terramotos e inundações. Na época, e até ao século XIX, os relevos terrestres eram interpretados à luz dos textos sagrados e justificados pela ocorrência de grandes catástrofes naturais. Esta corrente de pensamento ficou conhecida como Catastrofismo.


    Complementarmente, uma outra corrente de pensamento defendia que a distribuição dos oceanos e dos continentes se manteve constante ao longo dos tempos geológicos.

    Teoria Permenentista

    Assim, esta corrente - o Permanentismo - não admitia a mobilidade dos continentes. Mais tarde, Francis Bacon, no seu trabalho Novum Organum, publicado em 1620, comentou que a complementaridade entre os continentes era demasiado evidente para representar uma simples coincidência, sugerindo um ajustamento da costa oriental da América do Sul com a costa ocidental de África.

    Em 1666, François Placet defende que, antes do Dilúvio referido na Bíblia, as terras deveriam estar unidas.


    Teoria Contraccionista

    Em 1858, Snider-Pellegrini evidencia a semelhança existente entre a flora fóssil de uma camada de carvão que aflora quer nos Estados Unidos quer na Europa. Snider-Pellegrini avançou então com a hipótese de que os continentes, hoje separados pelo Oceano Atlântico, no passado tinham estado em contacto e, posteriormente, tinham-se separado. O Oceano Atlântico ter-se-ia formado a partir da depressão de parte de um continente - a Atlântida – e da abertura de um enorme vale, na sequência do Dilúvio. Para explicar estes movimentos, Snider-Pellegrini baseava-se na Teoria Contraccionista, unanimemente aceite pela comunidade científica da época, segundo a qual a Terra, inicialmente quente e incandescente, entrou num processo gradual de arrefecimento e de contracção.
    Este processo de contracção motivaria não só o afastamento dos blocos continentais como a formação dos oceanos e das montanhas.

    Em 1880, Eduard Suess, contraccionista e catastrofista convicto, defendeu a ideia de que a África, a América do Sul, a Austrália e a Índia fizeram parte de um mesmo continente, o qual denominou Gondwana.

    quinta-feira, 30 de setembro de 2010

    Nascimento do blog

    Começaram as aulas e surgiu a ideia de criar uma ferramenta na internet que servisse de apoio e divulgação à Geologia do 12.º ano.
    Visto a internet ser cada vez mais o "braço de apoio" nas pesquisas para a realização de trabalhos, este blogue tem como objectivo divulgar informações sobre os temas em estudo na Geologia de 12.º ano.